segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Espetáculo A Paixão de Cristo é Oficializado pelos Artistas em Janduís


Artistas de diversos seguimentos e estudantes se reuniram neste sábado, 25, às 09h, na Praça Santa Teresinha, em Janduís/RN e oficializaram a realização do espetáculo A Paixão de Cristo 2014.

Marcado pra acontecer dia 18 de abril, na calçada da igreja, o espetáculo conta com o apoio da comunidade, seguimentos sociais e religiosos. O diretor geral do espetáculo, Daniel Vieira, se mostra otimista e encorajado, assim como todo elenco já inscrito.


Uma equipe foi escolhida pra cuidar da logística e no início de fevereiro acontecerá a entrega de textos.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Psol terá candidato a governador do Estado nas eleições deste ano


Partido deve lançar candidatura “de esquerda” ao lado de PSTU e PCB

Marcos: “Estamos conversando internamente para conseguirmos um consenso”. Foto: Divulgação
Marcos: “Estamos conversando internamente para conseguirmos um consenso”. Foto: Divulgação


Joaquim Pinheiro. Repórter de Política
O Psol iniciou um processo de articulação interna para escolher o nome do partido que disputará o Governo do Estado nas eleições deste ano, segundo informa o vereador, Marcos Antonio, que ao lado do professor aposentado da UFRN e do IFRN, Lailson de Almeida integram a lista dos postulantes ao cargo atualmente ocupado pela governadora Rosalba Ciarlini, do DEM.
“Estamos conversando internamente para conseguirmos um consenso e posteriormente iniciar os entendimentos com integrantes do PSTU e PCB”, disse o pré-candidato Marcos Antonio, do Psol, acrescentando que o objetivo é a formação de uma frente de partidos de esquerda para se contrapor as forças políticas tradicionais que dominam o Estado há vários anos.
O vereador Marcos Antonio, que está no exercício do seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Natal entende que existe um fato novo na política do Rio Grande do Norte que segundo ele, é o despertar da população para uma possível mudança.
“Aí é onde entra a alternativa dos partidos de esquerda para conquistar o Poder e implantar um novo modelo de gestão pública voltado para o interesse da coletividade”, ressalta o vereador, acrescentando que “a candidatura do Psol é para romper o ciclo vicioso da política tradicional e estabelecer novos paradigmas na gestão pública, além de promover uma inversão de prioridades nos gastos do governo alocando a maioria dos recursos para os setores sociais da educação, saúde, reforma agrária, entre outros”.
MINIMIZAÇÃO E PRIORIDADES
O pré-candidato a governador do Psol, Marcos Antonio que precariedade que vive o Estado atualmente não é resultado apenas de um governo, mas de vários gestores que administrarão o Rio Grande do Norte invertendo prioridades, como por exemplo, destinando vultosas somas de recursos para propaganda e culto à personalidade, em vez de dar atenção especial a setores essenciais como saúde, educação, segurança.
“Os recursos existem, mas são gastos com propaganda, viagens, locação de serviços, telefone, aluguel de carros e até táxi aéreo, enquanto obras como a construção da UERN na Zona Norte estão paradas desde o governo de Wilma de Faria”, observa, considerando ser “inacreditável” que ainda se enfrente problemas se seca num Estado de grande potencial hídrico, mas onde o povo passa por necessidade por falta d´água.
DESAFIO
De acordo com o vereador Marcos Antonio, o desafio do próximo governante do Rio Grande do Norte é fazer uma reforma administrativa profunda e redirecionar recursos para setores prioritários como saúde e educação, instituindo, inclusive a Escola de Tempo Integral, começando com um projeto piloto e promovendo o direcionamento de recursos de 30 por cento do orçamento geral para a educação.




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O grupo Dançart de Caraúbas RN abre seleção para novos dançarinos em 2014.

O grupo Dançart de Caraúbas RN abre seleção para novos dançarinos em 2014. 
A pretensão do grupo é inserir mais quatro pessoas ao quadro de dançarinos e 
totalizar um numero de 20 integrantes para o novo show 2014 que já começa a 
ser pensado. Em 2013 o Dançart estreou o Show "Nordeste me Veste" com um 
grande impacto na cidade e região, o grupo já está vendo possibilidades de levar
o espetáculo para outras cidades.

As inscrições do teste para novos dançarinos estarão abertas até o dia 08 de 
fevereiro, e o candidato deve seguir algumas exigências contidas num mini edital, 
relacionadas a faixa etária e demais pré-requisitos estabelecidos para a seleção. 
Os interessados (homens e mulheres) deverão imprimir a ficha de inscrição, 
preenche-la e entregar junto com a documentação exigida no edital na loja Glades
Bijú (que fica localizada por trás do Banco do Brasil de Caraúbas).
O modelo de seleção está descrito no referido edital (disponível nessa postagem), 
bem como, todas as datas do processo de seleção.

CRONOGRAMA:
- Até 08/02/2014: Inscrições para o teste do Dançart
- Dia 08/02/2014: Primeiro dia de teste 
- Dia 15/02/2014: Segundo dia de teste
- Dia 22/02/2014: Último dia de teste (resultado)

Os testes serão realizados a partir das 9 da manhã, no primeiro andar da academia 
AEROBIC DANCE na cidade de Caraúbas RN.
As inscrições são gratuitas. Participem!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

PROFESSORES DE JANDUÍS COBRAM PAGAMENTO DE 1/3 DE FÉRIAS

SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JANDUÍS
- SINDISERJ -
RUA: VICENTE GURGEL, 53 – BAIRRO: 12 DE JUNHO – JANDUÍS/RN
CEP: 59690-000  Fone :((84) 9922-9535

Ofício 002/2014                                                                     Janduís/RN, 16 de janeiro de 2014

A Sua Excelência a Senhora,
Lígia de Souza Felix
Prefeita Municipal de Janduís
Nesta

              Excelentíssima Prefeita,
             Em conformidade com o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração-PCCR do magistério municipal que versa no  Art. 45. § 4º A remuneração de 1/3 (um terço) de férias  do professor em exercício de docência poderá ser pago integralmente no mês correspondente ao período de gozo de férias, portanto queremos saber se  o pagamento de um terço de férias dos profissionais da educação municipal de Janduís será pago de acordo com  o que preceitua a lei 408/2011, ou seja, em janeiro de 2014.
              
                                                                                                          ‘
               Na certeza do pronto atendimento reitero o compromisso de estima e apreço.


Maria Luciene da Costa
Presidente/SINDISERJ

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Tempo da Grande Transformação e da Corrupção Geral


Normalmente as sociedade se assentam sobre o seguinte tripé: na economia que garante a base material da vida  humana para que seja boa e decente; na política pela qual se distribui o poder e se montam as instituições que fazem funcionar a convivência social; a ética que estabelece os valores e normas que regem os comportamentos humanos para que haja justiça e paz e que se resolvam os conflitos sem recurso à violência. Geralmente a ética vem acompanhada por uma aura espiritual que responde pelo sentido último da vida e do universo, exigências sempre presentes na agenda humana.
Estas instâncias se entrelaçam numa sociedade funcional, mas sempre nesta ordem: a economia obedece a política e a política se submete àética.

Mas a partir da revolução industrial no século XIX, precisamente, a partir de 1834, a economia começou na Inglaterra a se descolar da política e a soterrar a ética. Surgiu uma economia de mercado de forma que todo o sistema econômico fosse dirigido e controlado  apenas pelo mercado livre de qualquer controle  ou de um limite ético.
A marca registrada deste mercado não é a cooperação mas a competição, que vai além da economia e impregna todas a relaçõe humanas. Mais ainda criou-se, no dizer de Karl Polanyi, ”um  novo credo totalmente materialista que acreditava que todos os problemas poderiam ser resolvidos por uma quantidade ilimitda de bens materiais”(A Grande Transformação, Campus 2000, p. 58). Esse credo é ainda hoje assumido com fervor religioso pela maioria doseconomistas do sistema imperante e, em geral, pelas políticas públicas.
A  partir de agora, a  economia funcionará como o único eixo articulador de todas as instâncias sociais. Tudo passará pela economia, concretamente, pelo PIB. Quem estudou em detalhe esse processo foi o filósofo e historiador da economia já referido, Karl Polanyi (1866-1964),  de ascendência húngara e judia e mais tarde convertido ao cristianismo de vertente calvinista. Nascido em Viena, atuou na Inglaterra e depois, sob a pressão macarthista, entre o Toronto no   Canadá e a Universidade de Columbia nos USA. Ele demonstrou que “em vez de a economia estar embutida nas relações sociais, são as relações sociais que estão embutidas no sistema econômico”(p. 77). Então ocorreu o que ele chamou A Grande Transformação: de uma economia de mercado se passou a uma sociedade de mercado.
Em consequência nasceu um novo sistema social, nunca anteshavido, onde a sociedade não existe, apenas os indivíduos competindo entre si, coisa que Reagan e Thatscher irão repetir à saciedade. Tudo mudou pois tudo, tudo mesmo, vira mercadoria. Qualquer bem será levado ao mercado para ser negociado em vista do lucro individual: produtos naturais, manufaturados, coisas sagradas ligadas diretamente à vida como água potável, sementes, solos, órgãos humanos. Polanyi não deixa de anotar que tudo isso é “contrário à substância humana e natural das socidades”. Mas foi o que triunfou especialmente no após-guerra. O mercado é “um elemento útil, mas subordinado à uma comunidade democrática” diz Polanyi. O pensador está na base  da “democracia econômica”.
Aqui  cabe recordar as palavras proféticas de Karl Marx em 1847 Na miséria da filosofia: ”Chegou, enfim, um tempo em que tudo o que os homens haviam considerado inalienável se tornou objeto de troca, de tráfico e podia vender-se. O tempo em que as próprias coisas que até então eram co-participadas mas jamais trocadas; dadas, mas jamais vendidas; adquiridas mas jamais compradas – virtude, amor, opinião, ciência, consciência etc –em que tudo passou para o comércio. O tempo da corrupção geral, da venalidade universal ou, para falar em termos de economia política, o tempo em que qualquer coisa, moral ou física, uma vez tornada valor venal é levada ao mercado para receber um preço, no  seu mais justo valor”..
Os efeitos socioambientais desastrosos dessa mercantilização de tudo, os estamos sentindo hoje pelo caos ecológico da Terra. Temos que repensar o lugar da economia no conjunto da vida humana, especialmente face aos limites da Terra. O individualismo mais feroz, a acumulação obsessiva e ilimitada  enfraquece aqueles valores sem os quais nenhuma sociedade pode se considerar humana: a cooperação, o cuidado de uns para com os outros, o amor e a veneração pela Mãe Terra e a escuta da consciência que nos incita  para bem de todos.
Quando uma sociedade se entorpeceu como a nossa e por seu crasso materialismo se fez incapaz de sentir o outro como outro, somente enquanto eventual produtor e consumidor, ela está cavando seu próprio abismo. O que disse Chomski há dias na Grécia (22/12/2013) vale como um alerta:”aqueles que lideram a corrida para o precipício são as sociedades mais ricas e poderosas, com vantagens incomparáveis como os USA e o Canadá. Esta é a louca racionalidade da ‘democracia capitalista’ realmente existente.”
Agora cabe a retorção ao There is no Alternative (TINA): Não há alternativa: ou mudamos ou pereceremos porque os nossos bens materiais não nos salvarão. É o preço letal por termos entregue nosso destino à ditadura da economia transformada num “deus salvador” de todos os problemas.
Com o economista e educadorMarcos Arruda escrevemos Globalização:desafios socioeconômicos, éticos e educacionais,Vozes 2001.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Morre ex-deputado e ex-senador potiguar João Faustino


Morreu na noite dessa quarta-feira (8) João Faustino Ferreira Neto, aos 71 anos, em um hospital de Natal em decorrência de complicações cardíacas ocasionadas por um quadro de leucemia. A doença foi diagnosticada há aproximadamente 15 dias pelos médicos. O velório ocorre na Capela Central do cemitério Morada da Paz, em Emaús, e o sepultamento será às 17h.

De acordo com o Hospital do Coração, o suplente de senador estava internado, João Faustino faleceu à 1h10 de hoje, vítima de Leucemia Mieloblástica Aguda.

João Faustino estava internado desde a semana passada com suspeita de pneumonia. Nascido em 16 de julho de 1942, ele atuou como secretário de Educação do Estado, professor, deputado federal e foi suplente de senador, chegando a ocupar a vaga em várias oportunidades. O político participou da fundação do PSDB e era uma das principais lideranças da legenda no país, ocupando, inclusive, cargos importantes na administração do Governo de São Paulo durante a gestão do ex-ministro José Serra.

Eleito no ano de 2002 como 1º suplente do senador Garibaldi Alves, exerceu o mandato entre os dias 15 de julho e 16 de novembro de 2010. Ao sair para assumir o cargo de ministro da Previdência, Garibaldi deixou o cargo para João Faustino, que o exerceu durante o mês de janeiro de 2011. Atualmente ele era 1º suplente do senador José Agripino Maia, eleito em 2010.

O ex-senador chegou a ser preso em 2011 por suspeita de participação em esquema fraudulento para ganhos ilegais através da inspeção veicular, que ocorreria no Rio Grande do Norte. O processo, que foi iniciado após a chamada operação Sinal Fechado, ainda não terminou e os réus respondem em liberdade.

Recentemente, João Faustino lançou o livro "Eu Perdoo", uma autobiografia que traz uma reflexão do político sobre os acontecimentos de vida dele, como o assassinato do pai, disputas políticas e até a prisão na operação Sinal Fechado.

*Tribuna do Norte

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PREFEITA DE JANDUÍS USA MÁQUINAS DO PAR EM OBRA PARTICULAR EM SEU BENEFICIO.


Ao passear por entre inúmeras postagens na rede social “facebook”, me deparei em algo que não me causou surpresa, mas que precisa e necessita ser mostrado ao povo que vê isso estático sem atitude diante de tanto descaso. Primeiro a derrubada de inúmeras algarobas do canteiro central da principal avenida de Janduís e agora, a prefeita daquela cidade usa máquinas que deviam estar sendo utilizadas em benefício do povo, está sendo usada para derrubar uma de suas casas, para no lugar, quem sabe(?) ser construída uma grande casa.


“A prefeita Lígia Félix, de Janduis, encontrou utilidade para as máquinas que recebeu do Governo Federal. Não é em benefício do cidadão. É em benefício próprio. Lígia botou a máquina para derrubar sua casa (dizem que vai construir outra melhor no local) e também para retirar os entulhos.” – Cezar Alves.

Do blog Sociedadeativa

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O passe livre é exequível", disse o pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, em entrevista ao Zero Hora

                             




O site do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, publicou no último sábado uma entrevista com o pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, senador Randolfe Rodrigues (AP). Na entrevista, o senador disse que a reforma agrária e a tarifa zero no transporte, subsidiada por aumento de imposto, serão suas bandeiras. “O passe livre é exequível”, disse o pré-candidato.

“Vou torcer para o Brasil, mas vou questionar muito os investimentos. Como pode ter capacidade para fazer estádios monumentais em tão pouco tempo? Também devemos ter a mesma capacidade para fazer em educação, saúde e mobilidade urbana. É isso que reclama o povo. E quero questionar outras coisas, como a facilidade que prestamos a entidades suspeitas como FIFA e CBF. Acho inaceitável. O governo apoia a CBF”, questiona Randolfe, ao criticar os gastos com a Copa de 2014, que será no Brasil.

Leia abaixo a íntegra da entrevista, concedida ao repórter Carlos Rollsing.


Zero Hora — Quais serão os eixos da sua campanha? 
Randolfe Rodrigues — Pensamos em uma campanha identificada com o que veio das ruas, com as reivindicações de junho. Existe uma pauta de direitos sendo clamada pelo povo. E isso não está sendo satisfeito pelos governos, especialmente o federal. As outras candidaturas colocadas (Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos) se preocupam mais em agradar ao mercado, aos financiadores, do que atender os investimentos em saúde, educação, mobilidade e reforma agrária.

ZH — O PSOL, que esteve na origem de algumas manifestações, como no caso de Porto Alegre, tentará se apresentar como um dos propulsores dos movimentos de junho?
Randolfe — Ninguém pode ter a arrogância de se dizer titular das mobilizações. Ninguém pode se apoderar. Aqueles que acham que o mais importante são as obras monumentais da Copa, creio que não poderão falar em nome do que ocorreu no Brasil.

ZH — O senhor apresentará propostas reivindicadas nas manifestações, como transporte gratuito?
Randolfe — O passe livre é exequível. O problema é que a presidenta disse que queria dialogar com as manifestações e, depois, esqueceu. Qual é a lógica dessa proposta? Quem tem mais, paga aos que têm menos. É a proposta de inversão no IPTU. A União pode fazer isso? Não. Mas pode induzir a isso. Falei a presidenta que ela tinha de enfrentar a máfia do transporte coletivo. 

ZH — Para adotar a tarifa zero, o senhor sugere aumento de IPTU? 
Randolfe — Precisaria de uma política progressiva. Isso é uma medida adotada na Europa. Os locais da cidade de melhores condições aportam recursos para que quem tem menos condições possa ter transporte coletivo.
 
ZH — Como avalia os movimentos de Eduardo Campos e Marina Silva, que se apresentam como novidade em uma terceira via?    
Randolfe — O Eduardo, com todo o respeito, não é o novo. O partido do Eduardo está na política desde 1946. O avô(Miguel Arraes) representa um setor da política que existe desde a época da ditadura. O Eduardo e o PSB estiveram na coalizão que governa o país. Ele poderia ter feito essa ruptura com o governo (Dilma) há mais tempo. A maior parte do partido dele está com o agronegócio, votou contra o código florestal no Congresso.

ZH — O PSOL, por vezes, é apontado como partido que quebraria a economia justamente pelo discurso radical contra setores que representam importante fatia do PIB, como o agronegócio. Como avalia?
Randolfe — Essa turma leva o Brasil a estar há 20 anos sob a maior taxa de juros do planeta, as famílias a serem as mais endividadas da América Latina. A taxa de juro está nos levando a reprimarização da economia. Temos uma pauta de exportações que é a mesma dos anos 1960. Estamos nos transformando em uma enorme fazenda de soja em vez de sermos potência industrializada. E somos nós que vamos transformar o Brasil em um país economicamente ingovernável? São eles que estão fazendo isso. Queremos que o país volte a ser um exportador de produtos manufaturados.

ZH — Para enfrentar a inflação, qual seria o remédio adequado?
Randolfe — Primeiro, baixar os juros. Outro mecanismo é fazer a reforma agrária. Parte da inflação é causada pelo preço dos alimentos. Não podemos ser o país do latifúndio. O produto tem de chegar à mesa sem especulação. A América toda já fez a reforma agrária. Só aqui neste país que não foi feito. Só o presidente gaúcho chamado João Goulart teve coragem de anunciar. E por isso foi golpeado. Tem de ter a coragem do Jango, que disse que os latifúndios improdutivos à beira de estrada estavam desapropriados.
 
ZH — A sua reforma agrária seria com pagamento de indenização? 
Randolfe — Vou cumprir o que está na Constituição, que reza claramente: a terra tem de cumprir seu papel social. 
 
ZH — Como avalia o conflito entre índios e pequenos agricultores pela demarcação de terras?
Randolfe — Enquanto o governo não olhar a questão indígena com a prioridade que merece, o conflito vai existir. O governo tenta acender uma vela a dois senhores. Não se serve a dois senhores. Eles (índios) são senhores de direitos e não coitadinhos aos quais se concedem favores. 
 
ZH — O senhor tem atuado com o senador Pedro Simon (PMDB-RS), sobretudo no projeto que anulou a sessão que derrubou Jango. Como tem sido essa convivência?
Randolfe — Simon é farol que me ilumina. Inspira desde o meu pai, que se espelhava na atuação dele como deputado no RS. Quando cheguei ao Congresso, tive a honra de ter o voto do Simon como candidato à Presidência do Senado contra José Sarney (PMDB-AP). Construímos uma relação. Uma das coisas que vou ter o prazer de contar aos netos é sobre a convivência com Simon.
 
ZH — O senhor recebeu duras críticas, inclusive no PSOL, porque o seu candidato à prefeitura de Macapá teve, em 2012, apoio do DEM no segundo turno. Admite que houve incoerência?
Randolfe — Não existiu apoio do DEM a nossa candidatura. Existiu o apoio do candidato a prefeito do DEM (que foi derrotado no primeiro turno) ao nosso candidato, no segundo turno. O DEM, enquanto partido, esteve no palanque do adversário. São descolamentos das pessoas para apoiar personalidades de esquerda. Não existiu apoio do DEM. Quero deixar claro.
 
ZH — A Luciana Genro será candidata a vice na sua chapa?
Randolfe — Quero unir o PSOL e a esquerda. Lamentavelmente, a Luciana não é mais deputada. Vou ficar muito feliz se tiver competência política para construir a chapa com ela. Seria o melhor ao partido e à esquerda. E vamos conversar com PSTU e PCB.
 
ZH — Qual será o seu posicionamento diante da Copa no Brasil?
Randolfe — Vou torcer para o Brasil, mas vou questionar muito os investimentos. Como pode ter capacidade para fazer estádios monumentais em tão pouco tempo? Também devemos ter a mesma capacidade para fazer em educação, saúde e mobilidade urbana. É isso que reclama o povo. E quero questionar outras coisas, como a facilidade que prestamos a entidades suspeitas como FIFA e CBF. Acho inaceitável. O governo apoia a CBF.
 
ZH — O senhor crê que a Copa organizará nova agenda de protestos? Poderá impactar nas eleições?
Randolfe — Torço pela capacidade de mobilização do povo sempre. Só uma sociedade mobilizada por direitos é que pode construir um país melhor. A Copa pode ser um catalizador de mobilizações, sim, mas a sociedade precisa se mobilizar pelos direitos que não estão sendo garantidos.
 

sábado, 4 de janeiro de 2014

COMANDANTE DA COMPANHIA DE CG RELATA DESCASO COM A SEGURANÇA DE JANDUIS


O comandante da 3ª Companhia de Policia Militar de Campo Grande/RN 2º tenente PM Cristiano Lira, denunciou ao nosso site (www.ocarinhadanet.com), o descaso do poder público com a segurança de Janduís. De acordo com o oficial, as condições de trabalho em Janduís são péssimas e para piorar a situação, a alimentação dos pms foi cortada.

A única viatura na cidade, uma sandero, encontra-se com problemas na caixa de marcha como também com os pneus carecas, neste caso, o tenente também procurou ajuda ao município, que se negou em ajudar.


O Estado não fornece a alimentação dos policiais que estão de serviço na cidade, e a prefeitura vinha arcando com a alimentação, porem, os pms ficaram surpresos ao saberem que o restaurante parou de fornecer a alimentação, o motivo seria uma divida no valor de 8 mil reais com a atual gestão.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

FALTA DE ÁGUA DEIXA JANDUÍS EM CALAMIDADE PÚBLICA

                            



O pouco volume de chuvas e a falta de conscientização da população sobre o uso controlado da água, ocasionou a escassez em quase todas as cidades abastecidas pela barragem Armando Ribeiro, localizada  em Assu. Em Janduís o estado é de calamidade pública, em muitas residências  falta  água para tudo, e quem tem condições esta comprando água mineral até mesmo para tomar banho. Enquanto quem não tem condições só Deus sabe como estão e virando.
Há muitos anos não vemos uma escassez de água tão intensa quanto agora em Janduís. A Caern está buscando alternativas para minimizar a situação, mas é fundamental que a população da cidade economize água e evite desperdício, como lavar carro e calçada com mangueira. Mas apenas as chuvas é que poderá sanar o problema como um todo.
Faz-se necessários nesse momento de calamidade pública, a articulação do poder público no sentido de buscar alternativas para o abastecimento emergencial dessas famílias. A prefeitura Municipal de Janduís dispõe de carro pipia e poderia também alugar outros para fazer essa mobilização, sem distinção, para todos que estão necessitando. Essa é a função de um gestor.
A população de Janduís aguarda por ação do poder público, algum pronunciamento ou comunicação oficial do que será feito. pois se a situação perdurar por mais tempo faltará água até mesmo para beber, pois os fornecedores de água mineral não terão condições de continuar fornecendo em larga escala, sendo que esta situação é em toda a região. 


Disputa no 'tapetão' provoca o caos na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte

                            


               


O sistema de saúde pública de Mossoró entrou o ano novo desfalcado de três das sete unidades do Samu. Os veículos, que deveriam ter sido preservados, tiveram de parar para conserto. Por consequência, limitou o raio de assistência à população.

Outro problema, ainda sem solução, é a dívida de R$ 1,5 milhão da Prefeitura com o Hospital Wilson Rosado, que ameaça paralisar o atendimento dos 10 leitos de UTI pediátrica. Soma-se, aí, a falta de medicamentos em algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), reclamada pelas camadas que dependem exclusivamente do serviço público.

Esse quadro, negativo, é retrato do momento em que se encontra a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, consequência da instabilidade político-administrativa, resultado do troca-troca de prefeitos. Não se pode criticar ou acusar o interino Francisco José da Silveira Júnior (PSB) de incompetente, despreparado ou coisa parecida. Ele não tem culpa. Está apenas vigiando uma estrutura, porque a Justiça Eleitoral decidiu que a Prefeitura pode ficar um tempo sem gestor titular.

Silveira, a bem da verdade, tem se esforçado, feito o que pode, mas é impossível, por melhor que seja o gestor, conduzir uma cidade do porte de Mossoró com tamanha insegurança. Os problemas surgem a todo momento, principalmente em áreas vitais, como é o caso da saúde.

Ora, veja, se não existe segurança administrativa, o fornecedor e o prestador de serviço se afastam, porque não sabem se vão receber pelos produtos e serviços prestados; o servidor público se sente desmotivado e os detentores de cargos em comissão, que foram convocados pela gestão afastada, não sabem a quem atender, e muito deles cruzaram os braços, esperando apenas a exoneração.

Esse quadro, assustador, já era previsto. O entra-e-sai de prefeito no Palácio da Resistência (ocorreram seis mudanças em menos de dois meses) corta qualquer sequência de ação administrativa, provocando a interrupção de serviços e projetos.

O pior é que não há qualquer previsão de como e quando essa situação será resolvida. As incertezas aumentaram ainda mais, com a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio de Mello, de suspender as eleições suplementares que estavam marcadas para o dia 2 de fevereiro.

Deixou Silveira no cargo de prefeito por mais algum tempo, porém escancarando as portas para a volta da prefeita Cláudia Regina (DEM). Ou seja, ninguém sabe quem fica ou quem sai e a insegurança permanece, atingindo a cidade de forma preocupante.
Por Cesar Santos
Jornal De Fato